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Censo 2015 – Uma breve análise sobre o mercado de Coworking brasileiro

Esta é uma pesquisa realizada pelo Ekonomio em parceria com B4i e Coworking Brasil. A ideia é descobrir o cenário do coworking brasileiro e saber um pouco mais sobre o perfil dos espaços. O censo foi realizado em janeiro de 2015, com perspectivas de ser repetido no próximo ano.

PRINCIPAIS RESULTADOS

O Coworking está presente no Brasil desde 2007. De lá pra cá, o mercado vem amadurecendo muito. Nós do Coworking Brasil nascemos em 2012, e estamos acompanhando de camarote esse crescimento. Abaixo você pode conferir uma breve análise de alguns pontos do Censo 2015 baseado na nossa interpretação. Alguns dados revelados pela pesquisa já eram esperados. Outros foram completamente surpreendentes.

TOTAL DE ESPAÇOS

São Paulo possui a maior economia e população do país. Ocupar o topo da lista de regiões com maior número de espaços de coworking não é de forma alguma uma surpresa. No entanto, o estado de São Paulo abriga sozinho 40% de todo o mercado brasileiro. Esse é um número muito expressivo.

A capital do estado responde por 65 espaços, seguida com bastante vantagem por Campinas, que é representada por 4 empresas.

Comportamento semelhante é observado em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Estados com uma quantidade razoável de espaços, mas com grande concentração na capital. É uma ótima oportunidade para regiões metropolitanas serem explorada, já que possuem as mesmas necessidades, talvez com demanda um pouco menor.

POSIÇÕES DE TRABALHO

A maioria dos espaços (55%) possuem até 30 cadeiras disponíveis por unidade. Entre 30 e 50 cadeiras é bem representado também, com em torno de 30% do total pesquisado. 9 espaços de coworking no brasil possuem mais de 100 postos de trabalho.

Esse é um movimento interessante, que levante uma importante questão na cabeça de quem pensa em investir nesse mercado. Mais cadeiras geralmente representam uma lucratividade maior para a empresa. Se bem gerido, grandes espaços podem resultar em uma grande rede de contatos. No entanto, espaços menores tendem a possuir comunidades mais engajadas e leais ao espaço e coworkers que lá estão.

SALAS PRIVADAS

Para unir os dois mundos, diversos espaços estão investindo em salas privativas dentro do ambiente. É uma abordagem diferente, que talvez ajude a conquistar clientes que estão conhecendo agora conceitos de economia colaborativa, e tendem a ser mais relutantes em compartilhar seus espaços de trabalho.

36% dos espaços pesquisados revelam possuir três ou mais salas privadas dentro do ambiente. Enquanto 35% trabalham apenas com o espaço compartilhado. Lembrando que mesmo quando um espaço não oferece salas particulares, ainda assim a maioria conta com salas de reunião que podem ser alugadas por um período específico de forma privativa.


CRESCIMENTO DO MERCADO

Enquanto 2014 foi o principal ano para o mercado até aqui, com abertura de 56 espaços, 2015 inicia forte e já apresenta 10 novos ambientes de coworking até início de março.

Uma pesquisa recente da Deskmag aponta mais de 6.000 espaços de coworking no mundo. A mesma pesquisa realizada em 2013 indicava em torno de 3.500. É um crescimento exponencial ao redor do planeta que não deve diminuir nos próximos anos.

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